Windows Server 2008 até 2012 R2 permitem realizar backups de forma incremental quando o target é um volume ligado diretamente ao servidor no qual corre o backup.
É frequente nas empresas dispor de um NAS. Alguns NAS suportam o protocolo iSCSI, e é possível criar um target ao qual é possível ligar-se do servidor como se fosse um volume local, e guardar assim os backups no NAS. Por outro lado, é verdade que a situação mais frequente é que a compra do NAS seja baseada em critérios simples como capacidade total e preço, sem olhar para todas as caraterísticas que implementa (número e velocidade de portas Ethernet, possibilidade de port-trucking, número de portas USB ou eSATA, integração com Active Directory, suporte para protocolos como iSCSI, etc.). Nestes casos, é comum estar limitado a um NAS que permite partilhar pastas na rede e pouco mais.
O Windows Server pode fazer backups para uma pasta partilhada na rede. O inconveniente é que o backup é sempre completo e que qualquer backup pré-existente é apagado. Isto quer dizer que não conseguimos manter um histórico dos nossos ficheiros (só podemos recuperar aquele que foi incluído no último backup), e que cada backup demorará muito tempo de cada vez, dependendo do tamanho dos ficheiros que estamos a copiar.
O truque para ultrapassar esta limitação passa por usar o gestor de discos do servidor para criar um disco virtual (ficheiro VHD) na pasta partilhada, e a seguir montá-la de volta no servidor como se fosse um outro disco. Neste ponto já é possível usar esse volume como destinação para os nossos backups.
Estes passos estão baseados no artigo no seguinte link: http://blog.foreignkid.net/2011/07/overcome-windows-2008-r2-backup-to-network-share-limitation/
No mesmo artigo aponta-se para um utilitário, que pode ser obtido em http://bmvhdloader.com/Home/ para que os discos VHD sejam automaticamente disponibilizados durante o arranque do servidor.
Só resta agradecer o autor do artigo pela dica.