ZOOM com falhas? opções e alternativas?

ZOOM tem sido um fenómeno social graças ao isolamento social imposto pelo coronavirus. O isolamento tem incrementado a necessidade de realizar videoconferências com diversos participantes no âmbito das empresas mas particularmente na área do ensino.

ZOOM tinha todos os requisitos para dar a melhor resposta: fácil de usar, uma interface simples e de fácil aprendizagem e um modelo de preços muito interessante para as empresas que tiveram que assumir este desafio. Tudo isto e os utilizadores não precisam de registos complexos nem restrições arbitrárias.

Por outro lado, isto também fez que muitos atores começassem a redobrar a sua atenção para esta plataforma até a data quase desconhecida. Existem alguns elementos que não deveriam ser passados por alto e com tanta facilidade. Por exemplo:

  1. As reuniões não são encriptadas. ZOOM alega que as conversas gozam duma encriptação “end-to-end” mas isso é falso: essa terminologia é usada quando a comunicação é encriptada entre dois utilizadores e mais ninguém tem acesso aos dados originais. Na realidade, no ZOOM, as comunicações são encriptadas entre o utilizador e os servidores da ZOOM. O que acontece do outro lado (nas instalações da ZOOM ou dos seus parceiros) não é transparente para o utilizador. Isto torna-se mais preocupante por quanto algumas chamadas são reencaminhadas através de servidores na China, onde o estado tem prioridades distintas daquelas praticadas no ocidente (#1 , #2 , #3 )
  2. Os dados dos utilizadores poderão estar a ser vendidos. Para praticar preços mais competitivos, os ingresso têm que vir de outro lado, e neste caso foi detetado que os dados dos utilizadores estariam a ser passados à Facebook sem o conhecimento nem consentimento dos utilizadores (#1 , #2 , #3 )
  3. Potencialmente vulnerável a intrusões. Por defeito, as reuniões são criadas sem senhas para tornar toda a experiência muito simples e fluída. Os organizadores e participantes podem pensar que é muito difícil adivinhar o número de 9 a 11 dígitos atribuído à sua reunião. Sorpresa: não é! Já há quem sistematicamente tente todos os números e comprove se a reunião está desprotegida. Podem procurar pela aplicação zWarDial, que corre através de diversos servidores para executar pesquisas de reuniões vulneráveis sem ser detetado (#1 , #2 , #3 ).

ZOOM tem vindo a resolver algumas das falhas, mas torna-se evidente que estão a tapar buracos à medida que aparecem porque não estavam prontos ainda para este sucesso. Podemos confiar que prontamente investirão na segurança da sua plataforma mas, dependendo da sensibilidade da informação trocada, poderão querer usar outras soluções.

As soluções aqui propostas são o Skype e o Teams.

O já velho e conhecido Skype adicionou uma nova funcionalidade “Meet now” que permite, dentro da aplicação, gerar um atalho que pode ser partilhado com outros utilizadores para criar uma reunião. Os participantes nem precisam ter uma conta Skype, e até podem usar o próprio navegador para participar. As reuniões podem ser facilmente gravadas e, no fim, são automaticamente partilhadas no chat da reunião. É possível organizar reuniões com até 50 participantes. Tudo sem custos.

Microsoft Teams – Wikipédia, a enciclopédia livre

Microsoft Teams também tem vindo a melhorar a sua oferta, aumentando o número de membros que podem fazer parte das equipas e das reuniões. Esta é uma solução mais orientada para empresas e é particularmente útil como ferramenta de comunicação interna. Dito isto, recentemente foram adicionadas mais opções sendo possível convidar por email utilizadores sem conta Teams. Estes podem usar os atalhos recebidos para unir-se às reuniões diretamente no navegador, sem precisar registar contas nem instalar software.

Melhor ainda, se já subscreveu alguma das ofertas 365, o Teams já faz parte das suas ferramentas e não precisa de outras aplicações ou pagar outras licenças. Então, porque não explorar as suas potencialidades?

Seja como for, ZOOM trouxe algum dinamismo e uma concorrência bem necessária neste âmbito. Outras plataformas mais maduras terão que melhorar as suas funcionalidades e usabilidade para atrair de volta todos os utilizadores que ZOOM captou.