Falta de portáteis

Nestes últimos dias tem vindo a sentir-se uma enorme falta de computadores, particularmente portáteis. Neste post reconhecemos este problema e sugerimos soluções.

O artigo da Diana Ribeiro Santos publicado em IT Channel dá uma boa explicação para este fenómeno. A realidade é que nem empresas nem governo planificaram antecipadamente as ações para os próximos meses no seguimento da pandemia. O governo dispersou com a abertura ou fecho das escolas. Não havendo uma liderança clara e racional, estamos na situação de tomar decisões ad-hoc. Finalmente o governo decidiu fechar as escolas, sendo a consequência que milhares de alunos tiveram que ficar em casa. Muitos não possuem equipamento adequado para o ensino à distância e os computadores dos pais que são usados para o trabalho acabaram por ser partilhados com os filhos. Como esta situação é insustentável, tiveram que andar a comprar à pressa (e mal) os portáteis que puderam arranjar. Algumas empresas privadas também falharam na sua planificação, agarrando-se ainda ao conceito dos escritórios tradicionais com gente concentrada num pequeno espaço e obrigando os seus funcionários a usar máscaras durante todo o dia. Quando finalmente um dos colaboradores tem que ficar em casa, seja por causa dos miúdos ou por causa do risco de contágio, têm que andar a correr a comprar mais um portátil.

Na METIS sabemos isto porque temos recebido inúmeros pedidos de ajuda. O pedido é sempre o mesmo: um portátil “económico” e com webcam. Efetivamente qualquer portátil que se corresponda minimamente com essa descrição (dos 300 ao 700€) esgotou nos nossos fornecedores. Mesmo nos recondicionados há falta de material e o pouco que resta subiu significativamente de preço (por causa da demanda). Algum material vai sendo recebido, mas com a demanda acumulada é despachado quase imediatamente.

Como solução só podemos lembrar aos nossos clientes que ainda estão disponíveis portáteis de gama média-alta. Para os mais desperados, lembrar que os computadores de tipo torre ainda estão disponíveis e que as webcams, que esgotaram na primeira vaga da pandemia, estão agora disponíveis (por enquanto).